Como fazer um Ciclo de Estudos para concursos públicos: Detonando a Banca

Olá, concursando (a) como vão os estudos? Hoje, tratarei da utilização do CICLO DE ESTUDOS. Trago, ainda, modelos. Sim, modelos, pois cada estudante tem de fazer o seu próprio, cada um unicamente sabe por que disciplinas tem mais afinidade, dificuldade, nível de conhecimento em cada matéria etc. Assim, os ciclos de estudos abaixo são apenas exemplificativos.

        O mais comum é o candidato estudar seguindo um quadro horário de estudos – aquele com distribuição das disciplinas, durante a semana toda, horário de início e término do estudo de cada uma delas. Ocorre que se surgir um imprevisto, e eles ocorrem, você simplesmente “queimará” a matéria daquele momento, e só a verá em outro dia, o problema disso é a defasagem no estudo e a sensação de dever não cumprido (peso de consciência).

         O CICLO DE ESTUDOS agrega a vantagem de você poder continuar os estudos exatamente de onde parou. Explico. Suponha que eu tenha programado o estudo de 6h líquidas hoje, estudando na sequência: Português (2h), 15 minutos de pausa, matemática (2h), 15 minutos de pausa e Informática (2h). Por algum motivo de força maior, só estudei uma hora de informática. Seguindo um quadro horário de estudos, provavelmente eu perderia essa hora estudos programada e não cumprida. Com o CICLO, no dia seguinte eu recomeço os estudos exatamente de onde parei. Completando o tempo que restava, passo a próxima matéria. Obviamente, isso não deve ser pretexto para não cumprir a carga de estudos programada todo dia. Há necessidade de você se cobrar, caso contrário, não irá muito longe.

 

CICLO DE ESTUDOS – MODELO I
 
       Como montar um CICLO DE ESTUDOS? 
          Embora pareça complicado, não é. Há que se considerar os mesmos requisitos do quadro horário no tocante à distribuição das disciplinas e à carga horária de cada uma delas. Ou seja: Quais matérias você sabe mais, quais não tem afinidade, o peso da disciplina na prova, número de questões, se é o caso apenas de revisão ou aprofundamento etc. Seguidamente, é preciso estabelecer uma carga horária de estudos líquida para cada dia da semana, sem metas você não progride; posteriormente, estipular a carga horária de cada disciplina considerando as variáveis inicialmente elencadas (matéria com maior peso deve ter maior carga horário de estudos, o mesmo é válido para aquelas nas quais você tem mais dificuldade ou sabe menos); finalmente, determine após quantas horas de estudos liquidas você retornará ao início do ciclo (primeira disciplina do ciclo), daí surgem aqueles ciclos de 12h, 15h, 20h, 24h etc., (o ciclo de 24h, para quem está iniciando os estudos é ótimo).  Marque quantas horas estudou de cada matéria, onde iniciou e onde parou, se não conseguir cumprir a carga estipulada, verifique o motivo, são detalhes importantes. Observação: estas horas não são as que você vai estudar no dia ou na semana, mas sim que após 12h, 15h, 20h, 24h… líquidas de estudo você retomará da primeira disciplina do ciclo! O CICLO DE ESTUDO traz uma armadilha: liberdade! É você quem define a hora de início e término do estudo, o ciclo se encaixa na sua rotina e não você nele como ocorre com o quadro horário. Por isso, se você não estabelecer uma meta de estudos liquida diária, simplesmente não sairá do lugar. Outra vantagem é que ele te obriga “a não deixar nenhuma disciplina para trás, pois estará vendo todas as matérias toda a semana, algumas mais de uma vez”. [1]

 

CICLO DE ESTUDOS – MODELO II
 
           O estudo deve seguir a ordem exata distribuída no ciclo, por razões óbvias: estudar mais o que se sabe menos, o que tem maior peso, maior número de questões etc., além – é claro – da distribuição lógica das disciplinas (intercalando exatas com mais decorebas). Considere o CICLO DE ESTUDOS MODELO I: começo a estudar a Português (dia 1), estudei 2h, dou uma pausa de 15 minutos e estudo mais 2h de matemática, pausa de 15 minutos e mais 2h de estudo de informática. No dia seguinte (dia 2), começo com Dir. Proc. Civil e sigo essa sequência lógica até o dia 3, no dia 4 reinicio no dia 1, pois completei o ciclo, daí o reinicio, entendeu? Inicie seus estudos com as matérias básicas do concurso, um bloco de 5 ou seis; terminando uma, inclua outra. Quanto às revisões, o ideal é fazer uma revisão rápida no final do dia de estudos e, claro, no dia seguinte, pois a revisão de 24h não pode ser ignorada!  VEJA AQUI E AQUI
Evidentemente, você poderá utilizar o horário de estudo de uma disciplina para simplesmente resolver questões da mesma, pois se já tem base a consolidação da memorização se concretiza com a resolução de questões, além disso, é um ótimo mecanismo de diagnóstico imediato do seu nível de aprendizado naquela matéria bem como aprender a fazer provas.
       Sintetizando: primeiro, determine a carga horária semanal líquida que você pode estudar; segundo, defina quais disciplinas irá estudar (se está iniciando os estudos, comece com as básicas: Português, Matemática, Informática, Raciocínio Lógico, Constitucional, Administrativo – caso essas disciplinas estejam no certame que você irá prestar, elas praticamente caem em todos os concursos), aliás, siga essa regra para qualquer concurso que for prestar, ou seja descubra quais são as matérias básicas dele e comece por elas: aquelas com maior peso, maior número de questões – por exemplo, Auditor Fiscal da Receita Federal: Português, Raciocínio Lógico, Contabilidade, Direito Constitucional, Direito Administrativo e Direito Tributário – sem dominar as básicas, as coisas ficam complicadas. Isso quer dizer que vou ter de estudar sempre essas disciplinas elencadas antes de tudo? Nem sempre, vai depender de qual concurso você irá encarar, analise o edital e ultimas provas e descubra isso. Apenas quis salientar que as disciplinas do primeiro exemplo são cobradas esmagadoramente nos concursos em geral, dominá-las já é meio caminho andado. Até mesmo no concurso para o MPF (cargo para o qual estudo) algumas delas são básicas; terceiro, distribua-as intercalando as mais decorebas com as mais lógicas (exatas); quarto, defina  quantas horas irá estudar cada matéria! Um detalhe interessante: eu nunca atribuo carga horária de estudo inferior a uma hora para qualquer disciplina, portanto entendo que disciplinas mais “tranquilas” e aquelas que você já tem alguma base, dê a ela carga horária de 1h, disciplinas de dificuldade média ou cujo número de questões seja mediano 2h ou 2h30, já para aquelas cujo conteúdo seja imenso, desafiador para você, maior peso na prova, a carga horária gira de 3h a 4h, esse é um padrão médio que sigo e entendo ser interessante. Isso quer dizer que eu irei estudar 4 horas seguidas? Não! Quebre o bloco em 2, por exemplo, coloque 2h de Direito Constitucional, seguido de 1h30 de Raciocínio Lógico e posteriormente mais 2h de Direito Constitucional, caso seja esta última a de maior peso, extensão de conteúdo…; divida a carga horária semanal líquida para cada disciplina. Agora é só entrar em ação. Terminada a sequencia de matérias, reinicie da primeira, siga essa rotina até encerrar a (s) matéria (s), terminando uma, inclua outra no lugar dela.
         Observação final: o CICLO DE ESTUDO é uma ótima opção a mais para seus estudos, teste-o e caso ele traga um diferencial, além do quadro de estudos, agregue-o à sua maratona de concursando (a). Outro detalhe: não há necessidade de fazer um CICLO DE ESTUDOS complicado como o modelo II, tampouco aquelas  circunferências com matérias dentro, a denominação ciclo se deve ao fato de que partindo da primeira matéria, encerrando a carga horária da última, você retorna ao início e repete a sequência! Desenhar aquelas circunferências bonitas dá trabalho e perde tempo, não há necessidade disso. O seu inventor, Alexandre Meirelles, sempre diz o que acabei de afirmar.Finalmente, o ciclo não tem horário de início e término do estudo de cada disciplina como ocorre no quadro horário! A ideia é exatamente essa. Porém, repito, tenha disciplina. Estude o máximo que puder, complete o ciclo o quanto antes e o reinicie rapidamente!

Sinta-se à vontade para mandar sua dúvida ou comentar!

 

Forte abraço.

Bons e produtivos estudos!

REFERÊNCIA 
MEIRELLES, Alexandre. Como Estudar para concursos. São Paulo: Método, 2011, p. 238.

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