Quantas questões de concurso devo resolver para cada disciplina estudada?

           Olá, concursando/a, resolver questões é o “pulo do gato” na preparação para concursos públicos. Não por acaso esse é um dos comportamentos comuns  aos que são aprovados. Resolvendo questões de provas anteriores, você filtra o perfil da banca; domina não só o que cobra, mas o que mais cai e a forma como é explorado.  Mas a questão é: quanto mais resolver melhor? Nem sempre!! É preciso ser estratégico também quanto ao número de questões que você resolverá. E não é apenas isso!

 

Resolva questões com estratégia

 

            Se você resolver apenas questões aplicadas em certames realizados por bancas há mais de 5 anos, provavelmente tomará um susto ao se deparar com as mais recentes. Não acredita? Pegue algumas provas aplicadas pela FCC há mais de cinco anos e outras aplicadas até o momento (você verá que o adjetivo de banca de copia e cola dado à FCC já ficou no passado); outra banca que também vem mudando radicalmente de perfil é a Vunesp. Pegue as provas e analise, você notará a radical mudança. Isso para mencionar duas bancas examinadoras apenas. Veja que o fator tempo, na escolha das questões, também é indispensável levar em consideração. Entender a teoria, memorizar a lei seca e treinar não é unicamente o caminho das pedras, há mais sutilezas aí! É preciso treinar do jeito certo e na medida certa!

 

A banca muda o perfil de cobrança. Adapte-se.

 

           Voltando ao número de questões a serem resolvidas por disciplina, a dosagem correta de questões por matéria é fundamental para foco no que realmente cai, desempenho direcionado e ganho de tempo naquilo que realmente é cobrado.  Mas como saber o quanto de questões eu preciso resolver por cada disciplina? É simples! Você resolverá um número de questões por disciplina tendo como base o número de questões que caem na prova e o peso da matéria no certame (esses são os principais critérios a serem considerados), ainda há de se considerar seu grau de dificuldade na matéria (mas aqui tenha o cuidado de verificar realmente o quão importante é a disciplina no certame como um todo em termos de número de questões e peso). Não adianta você considerar apenas o fator dificuldade na disciplina, pois você pode ter grandes dificuldades em matemática, mas em um leque de 60 ou 100 questões na prova se caírem apenas 4 questões dessa matéria, é provável que você não precisará estudar muita coisa, os pontos que mais caem serão suficientes. Imagine ainda que no seu edital conste o Estatuto das Pessoas com Deficiência ou a Resolução nº 230/2016 do CNJ, suponha que fazendo uma análise da distribuição do número de questões por provas (considerando as provas anteriores) você estime que de toda aquela lei imensa caia duas questões! Você precisará e irá estudar tudo? Claro que não, salvo se houver tempo! Percebeu como é que funciona? Ah, mas isso é óbvio! Não, não é.

            O que mais vejo são pessoas achando que têm de resolver mil questões de cada disciplina. Seria interessante sim, caso houvesse tempo para tal. O dilema é que quando você está resolvendo questões de prova, estará reduzindo um ativo precioso do concursando: tempo! Tempo este que poderia ser dedicado às revisões, ao estudo e à resolução de questões de outros conteúdos mais importantes (caem mais, peso maior). Dedicar-se a resolver milhares de questões de uma disciplina que pouco é exigido é um grande erro! Por isso, quando você ouvir alguém dizer que resolveu cinco mil questões da banca X, esteja certo de que esse número não é a média das disciplinas do certame (ou seja, se há dez disciplinas, ele não resolveu 500 questões de cada uma delas), mas sim proporcional ao peso e ao número de questões que caem no concurso por disciplina ou grupo.

 

Número de questões e peso, na prova, por disciplina

 

            Finalmente, tenha em mente que a resolução das questões, quanto o número delas, irá ganhar importância segundo a fase do seu estudo. Isto é, à medida que avançamos na matéria e temos mais contato com o que estudamos (revisões, algo que você jamais deve ignorar), podemos ir aumentando o número de questões a serem resolvidas. No primeiro contato com o conteúdo, não faz sentido você resolver 50 questões do que acabou de estudar, pois seu conhecimento ainda é superficial, aqui você resolverá algumas questões (10 ou 15 são suficientes) para consolidar o que estudou e entender como é cobrado aquele ponto específico na prova. Estando já em fase de revisões, o número de questões poderá ser aumentado, pois agora você estará na fase de aparar arestas, isto é, ver o que mais erra e corrigir, cronometrar o tempo de resolução de x questões por cada matéria e ver se é possível reduzir o tempo de resolução.

 

 

Faça mais que somente grifar, use técnicas eficientes de estudo

 

            Note que não há nada de mistério nisto tudo, mas fará imensa diferença no seu aprendizado. Não há fórmula milagrosa para ser aprovado em concursos. Há técnicas que, se bem aplicadas, reduzem e muito o tempo para chegar lá. Aprendeu uma nova técnica? Aplique-a e veja se funciona para você, caso não funcione, adapte-a ou busque outra. Um exemplo disso são as revisões de 24h (esta eu não recomendo ignorar jamais), 7d e 30 dias. Quase ninguém consegue levar a “ferro e fogo” essa regra, à medida que avança nos estudos (e não é por isso que o cara não passa, passa sim), afinal para algumas disciplinas você precisará revisar de forma mais frequente; outras poderão ser revisadas em um período mais espaçado, notou?

 

Lembre-se de que se fosse fácil, todos conseguiriam. A maioria não está disposta a pagar o preço da dedicação até chegar lá.

 

Toda dúvida e/ou sugestão são sempre bem-vindas!

 

Bons e produtivos estudos!

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